Dia Mundial da Alimentação

Celebra-se hoje, dia 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação. Atualmente, o planeta produz alimentos suficientes para todos e, no entanto, mais de 800 milhões de pessoas no mundo sofrem de fome. Os conflitos crescentes e prolongados, o efeito das alterações climáticas e o desinvestimento nas zonas rurais são factores que têm vindo a agravar a realidade deste Direito Humano básico, que está no coração da Agenda 2030 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis).

Neste contexto realiza-se mais logo, a partir das 19h30, na Mesquita de Lisboa, um encontro inter-religioso sob o mote “Todos à Mesa por uma Mesa para Todos”. Promovido em conjunto pela Comunidade Islâmica de Lisboa e pela FEC – Fundação Fé e Cooperação, este jantar tertúlia reúne à mesma mesa representantes de diferentes confissões religiosas, o Diretor da FAO para a CPLP, o responsável pela Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar e o Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural.

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O encontro une-se à participação do Papa Francisco nas celebrações deste dia na sede da FAO, em Roma, com a presença dos ministros da Agricultura dos países do G7. Na verdade, a Organização das Nações Unidas reflete hoje, de um modo especial, sobre o futuro da migração, e foi precisamente nesse contexto que o Papa apelou a uma maior responsabilidade a todos os níveis, “não só para garantir a produção necessária ou a distribuição equitativa dos frutos da terra – isso deve ser dado por certo – mas sobretudo para garantir o direito de todo ser humano de alimentar-se segundo as próprias necessidades, participando das decisões que o afetam e na realização das próprias aspirações, sem ter que se separar de seus entes queridos.”

Segundo o Papa, “a relação entre fome e migração só pode ser enfrentada se formos à raiz do problema. A este respeito, os estudos realizados pelas Nações Unidas, como tantos outros realizados por organizações da sociedade civil, concordam que existem dois obstáculos a serem superados: conflitos e mudanças climáticas”.

Incluir na linguagem da cooperação internacional a categoria do amor. Este e outros apelos do Papa Francisco poderá encontrá-los no discurso apresentado hoje na FAO (versão vídeo e versão escrita).

Todos somos necessários e responsáveis por não deixar ninguém para trás: que o nosso lugar à Mesa nos torne conscientes e solidários com todos os que não têm esse lugar.

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