Encontro dos Voluntários Casa Velha

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De 18 a 20 de Janeiro 2019 decorreu o Encontro de Voluntários na Casa Velha, que contou com a presença de 20 voluntários. Agradecemos a todos os voluntários que participam e participaram, a disponibilidade do padre Valentim e a presença das quatro irmãs Alvim, na construção diária desta Obra que é de todos. O Miguel Dias, responsável pela coordenação da bolsa de projectos da Casa Velha, conta (com muita criatividade!) a quem não esteve o que vivemos juntos neste fim-de-semana.

 

Em Vale Travesso reunimos este Janeiro,

Com vinte voluntários e a família Alvim,

Havia que olhar o ano inteiro,

E o trabalho parecia não ter fim.

 

Ao ultrapassar o denso nevoeiro,

O coração aquecemos à lareira,

E tal como as galinhas se ordenam no poleiro,

Até nos arrumarmos foi a chilreadeira.

 

Interpretámos pés de acrílico pintados,

cada qual segundo o seu valor,

e todos assistimos encantados,

às partilhas de cada orador.

 

Entre frio, sonhos e mantas

cada um encontrou a sua paz,

era proibido ficar na cama até às tantas,

mas na Casa Velha tudo com paciência se faz.

 

Sábado crescia e o sol não raiava,

e com a bênção da chuva o nosso Pai nos brindava.

Ao Bom Pastor entregámos o cuidado da horta,

e dedicámo-nos ao que de Inacianidade importa,

até ao almoço ninguém disse “corta”,

por isso, é seguro dizer:

a Associação evitará a cepa torta.

 

Não houve sesta nem sinal de lamúria,

e com toda a simplicidade,

e um pingo de sobriedade,

convertemos ecologicamente a luxúria.

 

(A história da sopa fica por contar,

Há quem diga que estava de pasmar,

A verdade é que não sei ao certo,

Como é possível contá-la em verso.)

 

À noite foi a total rambóia,

Atenção, isto ficou para a história!

 

O Time’s Up nos reuniu,

E o sono lá virou festa,

Outro povo assistiu,

Ai, meu Deus, vai ser desta.

Entre palavras, mímicas e grunhidos,

adivinharam-se milagres, Kelly’s e micro-organismos,

sem esquecer o Vale, o Nepal e as Lavandette,

cada um desenhou no nada com a sua palette.

 

No Domingo a história foi outra,

Com os raios de sol cultivámos a oração,

E para que não fosse coisa pouca,

Em partilha abrimos o coração.

 

Foram dias de abrandar, preparar e parar,

Essenciais para reparar e recomeçar,

Tal como o Inverno faz a Primavera brotar,

Também o milagre da multiplicação não há-de cessar.

 

Casa Velha,

Ecologia e Espiritualidade,

Despertaste em mim toda esta Criatividade,

Entrego-te este testemunho cheio de Amor,

Contando as maravilhas do Bom Pastor.

 

Mike _ Miguel Lopes Dias

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