A caminho com a Amazónia

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A CAMINHO COM A AMAZÓNIA
De Portugal a Roma, 1 – 27 Outubro 2019

O QUE É

Uma caminhada pela mudança e cuidado da Casa Comum, num percurso pessoal e coletivo, em união com o Sínodo Especial para a Amazónia. Num tempo em que em que se tem agravado drasticamente a pressão sobre a Amazónia e outros pulmões do planeta (na Bacia do Congo, florestas da Ásia – Pacífico), duas voluntárias da Associação Casa Velha – Ecologia e Espiritualidade irão de Ourém a Roma, de 1 a 27 de Outubro. Farão um percurso ao estilo «Laudato Si»: a pé, de comboio e à boleia; ficarão hospedadas em casa de famílias, amigos, comunidades; irão ao encontro de projetos de ecologia integral, experimentando um estilo de vida simples, em relação com a natureza e com os outros, para caminhar juntos e em comunhão com o Sínodo Especial para a Amazónia: Novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral (a decorrer de 6 a 27 Outubro, em Roma).
Laura Marques e Madalena Meneses fazem parte da Associação Casa Velha, em Vale Travesso (Fátima) – um espaço familiar, rural, comunitário e de toda a Humanidade, que tem reconhecido e aprofundado a interdependência Ecologia/Espiritualidade e a profunda necessidade e busca humana por comunidade, pertença, cuidado, identidade e missão. Através da Casa Velha, colaboram com a FEC e a CIDSE desde 2016, no âmbito do projeto Juntos pela Mudança. As duas põem-se a Caminho, para ir ao Encontro: de outros com as mesmas interpelações e também em caminho; com e pela Amazónia, com todos os povos indígenas de quem tanto temos a aprender. Lançam-se num caminho ancorado na partilha, na espera e na suficiência (expressas nas boleias e no acolhimento). Conscientes dos impactos globais da crise climática, irão atravessar 8 países abraçando a diversidade e em unidade de tantos outros (pessoas, organizações) que também caminham por uma Ecologia Integral.
O Sínodo Especial para a Amazónia é um encontro de várias instâncias da Igreja Católica para repensar a estrutura da Igreja na Amazónia e a resposta da Igreja aos problemas socio-ambientais que se colocam nesta região. Não só é importante para a Igreja Católica como também resultam deste Sínodo documentos que influenciam decisores políticos, em defesa da Ecologia Integral. Esta iniciativa é um conjunto de pequenos passos, no sentido de promover caminho de sensibilização, reflexão e ação, pessoal e colectivo, em torno do impacto do nosso estilo de vida na Amazónia (e em qualquer outra parte do mundo). Iniciativa que poderá acompanhar aqui e que integra a campanha http://www.pequenospassos.pt (website em construção), onde somos todos convidados a envolver-nos e comprometer-nos, desde e no lugar onde nos encontramos, pela mudança que queremos ver no mundo.
Organizado no âmbito do projeto Juntos pela Mudança II, da Fundação Fé e Cooperação (FEC), em parceria com a Associação Casa Velha – Ecologia e Espiritualidade (ACV) e com a Coopération Internationale pour le Développement et la Solidarité (CIDSE) e cofinanciado pelo Camões I.P.
PORQUÊ

Podemos nascer em Ourém ou Lisboa, nas profundezas da Amazónia ou das Filipinas, intrinsecamente vamos sempre espelhar uma grande diversidade cultural, de recursos e hábitos. Vivemos sob o mesmo céu e as mesmas estrelas, sobre a mesma terra que nos sustenta, que sustentou os nossos antepassados e que sustentará as futuras gerações. A verdade é que nem todos temos as mesmas oportunidades de participação nesta Casa Comum. Somos chamados a cuidar desse mesmo céu, estrelas e terra, como guardiões. «Mas isso só acontece se nos sentirmos próximos e ligados uns com os outros, tomando consciência de que tudo está ligado e nada nos é indiferente» (encíclica Laudato Si).
Os povos indígenas têm sido desde sempre os verdadeiros guardiões da casa comum. «Os povos originais da Amazónia têm cuidado das terras, águas e matas há milhares de anos, e conseguiram preservá-las até hoje», refere o Instrumentum Laboris para o Sínodo da Amazónia. A Amazónia envolve nove regiões e é um lugar representativo e decisivo que contribui de modo determinante para a sobrevivência do planeta, já que grande parte do oxigênio que respiramos tem ali a sua origem; razão da sua escolha para o Sínodo, pelo Papa Francisco. Assim, «cuidar da Amazónia é também cuidar da humanidade». (P. Dario Bossi, Missionário Comboniano no Brasil).

Em visita à Associação Casa Velha em Março 2019, Pedro Walpole sj, jesuíta irlandês em Manila (Filipinas) responsável pela plataforma Ecojesuit partilhava que “o choro da terra é o choro dos mais pobres”. E hoje, a Amazónia é talvez o maior grito da humanidade.
Tocadas por este Grito que nos convida a abrir o olhar e o coração a acompanhar todos os que estão mais afetados por este desequilíbrio e a escolher estilos de vida que respeitam toda a humanidade, pomo-nos a Caminho, passo a passo.

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