Abraçar a Criação

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Como o Mundo por vezes se torna realmente pequeno. Ainda em tempo de Epifania, com os Magos desta Terra a vir ao encontro do Presépio, acolhemos na Casa Velha Rene Ko de los Reyes sj, um jesuíta da Província inglesa mas de origem filipina. Um nome sem dúvida sugestivo: Rene – vida renovada; Ko – coração; de los Reyes. Um pequeno grande jesuíta, que nos abençoou nos últimos 12 dias.

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Rene veio no contexto de um programa de Pós Graduação em Teologia, Ecologia e Ética, da Universidade de Roehampton, em Londres, com o objetivo de conhecer projetos concretos que possam ser inspiradores para outros. Uma coisa é certa, o Rene foi uma inspiração para nós: pela sua história de vida, pela sua perseverança e humildade, pela dedicação à casa e aos trabalhos que lhe foram propostos, pelas conversas com todos, em inglês, espanhol, francês e até português…e, pelas suas aguarelas! Let go, let  God, é o seu lema na pintura e na vida. Deixar que a água guie, deixar-se guiar, agradecido e comprometido. Obrigada Rene, por nos fazeres mais agradecidos e conscientes desta Casa Velha – Casa Comum.

“Que maneira melhor pode uma pessoa ter de abraçar a criação? Qual é um elemento essencial na vida de uma pessoa que a ajuda a mudar a sua atitude em relação à criação e a Deus? Para abraçar a Criação, nada mais forte do que cada um rever a sua história pessoal, a sua narrativa.Os meus primeiros anos de vida foram passados numa quinta numa vila remota com o nome de minha bisavó – Dona Tomasa, que morreu muitos anos antes de eu nascer. Lembro-me vivamente até hoje do prazer que sentia ao crescer nesta quinta, a emanar vida por todos os lados. Uma experiência cheia de espírito de liberdade, paz, generosidade, alegria e amor manifestada no coração de um garoto mergulhado em tudo o que o rodeava. Esta narrativa pessoal ganhou de novo vida durante a minha estadia na Casa Velha, em Portugal. Ao refletir sobre os dois lugares, a quinta onde cresci e a Casa Velha, ambas as experiências me apontaram algumas dimensões importantes para abraçar a Criação de uma nova maneira:

primeiro, a forma como os dias e as estações do ano dirigem o crescimento e as atividades da terra, a forma como toda a paisagem muda à medida que a estação muda, e os agricultores locais respeitam e adaptam seu cultivo de acordo com a mudança de estação;

segundo, a terra que produz diferentes tipos de plantas e árvores, ervas daninhas e os riachos que hidratam continuamente o solo, plantas, animais e todos os outros seres vivos da quinta;

terceiro, as pessoas que generosamente dedicam seu tempo para tornar a natureza de Deus num lugar que é sustento, reparação e encontro particularmente àqueles que procuram uma conexão com Deus através da natureza.”

Rene Ko de los Reyes sj

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