Visão 2025 – Casa Velha

smartConstituir um lugar de encontro, catalisador da conversão ecológica”. Esta é a visão que a Associação Casa Velha assume para 2025. Este é o sonho, que se vai tornando realidade, o foco a que chegámos através do processo de planeamento estratégico conduzido por Nuno Oom de Sousa e Ricardo Zózimo, no contexto do Programa Cidadãos Ativ@s, gerido em Portugal pelo consórcio Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Bissaya Barreto no quadro do Active Citizens Fund (Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu – a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega).

A Visão 2025 garante uma fidelidade à Missão e aos Valores da Casa Velha, tendo como linha mestra a Encíclica Laudato Si ( “Pope Francis’ Laudato si’ does not provide technical guidance; however, he highlights the ethical dimension of the climate problem and provides fundamental principles to be applied for solutions” Hans Joachim Schellnhuber).

Depois de 8 anos de atividade, ao longo dos quais a Associação Casa Velha (ACV) foi aprofundando o conhecimento da realidade onde se integra e intervém, bem como a sua resposta especifica, torna-se agora necessário uma avaliação sistematizada e critica da sua intervenção, que permita consolidar a nossa identidade e missão. As pequenas experiências realizadas desde 2008, ainda antes de se constituir como Associação (em 2012) foram dando lugar a práticas reconhecidas por diferentes parceiros do  nível  local ao internacional. Constituída em 2012, podemos dizer que a Associação Casa Velha – Ecologia e Espiritualidade contribuía já para a encíclica Laudato Si, que viria a ser publicada em 2015. É por isso com muita alegria que celebramos o seu 5º aniversário (a celebrar em Maio) com com este plano,

A participação em diferentes projetos de Educação para o Desenvolvimento (tais como a aTerra/ Programa Cidadania Ativa; Mundo à Mesa e Juntos pela Mudança promovidos pela FEC; ou a  Ca(u)sa Comum – educação para a cidadania global através da ecologia integral, promovido pela FGS) foi essencial como processo de capacitação, aprendizagem e descoberta da sua missão especifica e do seu valor acrescentado para a comunidade de Vale Travesso/ Ourém, em diálogo com a Comunidade alargada – Casa Comum.

Hoje em dia, nas mais de 35 atividades que realiza por ano – para as quais conta com o apoio de mais de 30 voluntários regulares – a Casa Velha acolhe mais de 2000 pessoas, na sua maioria jovens, tendo adquirido conhecimento daquilo que marca quem a procura. Na Casa Velha vive-se algo que se pretende garantir em todos os processos de intervenção social – uma transformação social que tem por motor processos de tomada de consciência da mudança pessoal e comunitária.

Pretendeu-se, desde o inicio, planear o futuro com base na sua identidade e na realidade em que se insere. Este exercício não começava sem passado e importava considerar o percurso de reflexão dos últimos 10 anos, “resgatando” orientações acerca da identidade e objetivos que permitissem entender as grandes linhas de continuidade. Para este efeito foram consideradas diferentes fontes de informação, nomeadamente: entrevistas, testemunhos, questionários, documentos Casa Velha e sessões de trabalho.

Concluiu-se que, desde a sua origem, o projeto Casa Velha se tem mantido fiel à Missão de “Contribuir cada vez mais e melhor para o Desenvolvimento Humano em espaço rural, através do acolhimento, da experiencia de vida simples, do contacto com a natureza, do trabalho comunitário e da oração”. Associado a esta missão está um “modo” Casa Velha, que se traduz numa experiência para os visitantes e membros assente em 8 Pilares (assumidos como os Valores do projeto). A Missão e Valores são representações importantes da identidade, consideradas como ponte entre o passado e o futuro do projeto.

A identidade foi caracterizada segundo o Corpo, Atitudes, Personalidade, Comportamentos e Simbolismos da Casa Velha. Esta análise revelou que a identidade da Casa Velha é uma combinação de perspetivas que resultam da relação de cada pessoa com o projeto e validou a pertinência de Ecologia e Espiritualidade enquanto eixo de identidade que delimita o campo de atuação. Nos testemunhos, relatórios e entrevistas, a palavra “Encontro” é frequentemente mencionada: o encontro com a natureza, com os outros, com Deus e consigo mesmo, apresentando-se frequentemente como o verbo de união entre os substantivos Ecologia e Espiritualidade.

 

Nesta análise, um traço de identidade muito forte do projeto prende-se com o seu Corpo, ie, as pessoas que o integram. Para além do número e variedade de parceiros, voluntários, e ”amigos” do projeto, destaca-se o cariz familiar: o reconhecimento da admiração, inspiração e atração que deriva do compromisso de uma família com o projeto. Não é possível dissociar o projeto da família sem comprometer a sua identidade. Este Corpo, característico da identidade do projeto, foi fundamental para desenhar uma estratégia baseada em recursos e competências com uma garantia de capacidade de execução.

Todos estes traços de identidade se apresentam como forças da Casa Velha que não só caracterizam a identidade como servem de alavanca para a execução do plano estratégico. Para além destes traços de identidade, foram identificadas outras forças do projeto: Lugar (localização, dimensão da propriedade e ocupação agroflorestal), Instalações, Rede de Parceiros e Competências de mobilização e gestão de grupos.

Por fim, importa considerar três estados do projeto que são reveladores da identidade e que se pretende manter no horizonte 2025. Embora tipicamente considerados fraquezas ou ameaças, e, portanto, aparentemente paradoxais com o crescimento, acredita-se que serão potenciadores da sustentabilidade:

¡Inacabado: Um projeto em permanente construção, com “dores” e frustrações de crescimento, é uma força mobilizadora de pessoas que pretendem contribuir e fazer parte.

¡Frágil: A fragilidade incentiva a atenção cuidada. É uma força mobilizadora para um maior compromisso.

¡Simples (material) : O estilo de vida simples, fora da zona de conforto, “com pouca tralha” e por vezes austero, provoca uma liberdade para o encontro. Uma “ausência que potencia a presença” reconhecida em vários testemunhos.

Uma decisão basilar do projeto foi a consideração da Encíclica Laudato Si como linha mestra do planeamento estratégico, uma vez que a mesma veio confirmar o alinhamento da ação da ACV com os desafios e modo de proceder já em curso. Para além da encíclica, a Visão 2025, que traduz o estado ambicionado para o projeto para esta data, foi definida com base noutras quatro fontes: necessidades da comunidade local, necessidades dos grupos (visitantes e participantes), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a perspetiva da equipa de direção.

Constituir um lugar de encontro, catalisador da conversão ecológica”.

Constituir – Criar na essência; reunir vários elementos para formar um todo; edificar; fundar; ser intrinsecamente, em permanente conversão

Lugar – Espaço tangível da Casa Velha; sitio intangível, onde se pode estar, habitado por relações, memorias, referencias

Relação – Encontro com a terra, com Deus e com as pessoas. Relação com comunidade local e parceiros.

CatalisadorQue provoca a mudança; torna diferente; impele comportamentos

Conversão – Mudança de coração; transformar (as pessoas); mudança de crenças, hábitos e processos, atitudes, mentalidades

Ecológica – Ecologia Integral

O Mapa da Estratégia (caminho para alcançar a Visão), considera os seguintes objectivos de Impacto: Inexistência de áreas não cuidadas; Promover coesão social e territorial; Proporcionar paz interior; Aumentar o cuidado com a casa comum; Garantir EBITDA positivo. 

Dá ainda mais vontade de continuar este Caminho! Em breve o Plano será apresentado oficialmente

Obrigada Nuno! Obrigada Ricardo!

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